Montado

O Desbravamento do Rio São Francisco – acrílico sobre ocaplan – 10,5 x 4 m – 1968

Mural tombado pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do município de Belo Horizonte no ano de 2011.

O desbravamento do território mineiro se faz, no século XVII, por duas vias: de um lado, pela penetração no sertão de Minas de grupos baianos, que, descendo pelo São Francisco, procuravam terras onde implantar seus currais.

De outro lado, pelos paulistas que, atravessando as serras que separam Minas de São Paulo, em busca de índios para o trabalho escravo, caminham em direção ao Norte, encontrando as rotas que vão levar às minas.

O São Francisco, caminho natural no interior do Brasil é a rota percorrida por desbravadores vindos da Bahia que adentram o solo mineiro em busca de terras onde implantar seus currais de criação de gado, em torno dos quais serão formados, mais tarde, pequenos núcleos populacionais que se transformarão, com o tempo, em vilas ribeirinhas entre as quais podemos citar Januária, Manga e Pirapora.

A navegação no São Francisco se faz até a Barra do Guaicui, encontro do rio das Velhas com o São Francisco, e é por este afluente que os baianos navegam até chegar à região de Sabará.

É a epopéia desta conquista que a artista Yara Tupynambá vai focalizar em seu mural “O Desbravamento do Rio São Francisco” que a UFMG incorpora a seu patrimônio artístico através de sua colocação no auditório do novo prédio da Faculdade de Educação, a partir de doação feita pelo Banco Mercantil, antiga proprietária da obra à UFMG.